Hoje eu vou dedicar esse post e algumas preciosas horas de estudo a um amigo que eu perdi. Ele não morreu de verdade, por mais que eu tenha desejado isso muitas vezes. Morreu pra mim, mas como todo bom morto volta de vez em quando pra assombrar a gente. Não sei se qualquer dia ele vai ler isso, mas eu vou escrever pra mim e por mim.
É um amigo que desenhou comigo e me ajudou a mudar , e me ensinou muita coisa, desde o processo de fagocitação até que coisas que eu ainda não conhecia da vida. Sentiria que lhe devo alguma coisa se a mágoa não tivesse deixado tão amarelada a imagem que tenho dele. Hoje vou dizer que não me arrependo de nada, mas ontem pensei diferente e amanhã posso mudar de opinião. Mas como hoje é domingo, e ele é fácil como uma manhã de domingo, prefiro deixar assim mesmo.
Esse é um amigo do outro lado do mundo que mora a alguns quilômetros da minha casa. É um amigo de bem longe que se dividiu em dois, e a parte que eu mais gostava ficou lá; era a parte que gostava de mim. Essa parte eu nunca vi e acho que nunca vou ver. Eu sei que o tempo já foi e não quero que volte. A única coisa que me magoa é que, se o tempo estivesse a nosso favor, teria sido uma história diferente- e com um pouco menos de atrito no final.
Esse amigo é desconhecido pra mim, por mais que a gente tenha se visto. Alguém algum dia disse que "timing is everything". Não posso concordar mais.
O que me fez lembrar dele foi, além de um SMS enigmático às 23:30 de sexta, um vídeo que um dia nós assistimos. Eu entendi mais do que aconteceu agora, e por mais que tenha achado (e acho) um pouco ridículo, me lembra de tudo pelo que a gente passou e me mostra o caminho que eu segui e ao qual , hoje, estou tentando me ajustar. Eu espero que ele tenha seguido um caminho bom também.
Acho que seria de bom tom pedir desculpas por muitas coisas ruins que eu sei que fiz, mas o pior é que não me arrependo. Pedir por pedir seria arrependimento fingido, e isso não dá com um amigo que detecta microexpressões faciais e distorções na voz.
Foram meses que eu dediquei a uma só coisa, e acho que ele também fez o mesmo. Eu precisava disso e ele também, talvez tenha sido um tipo de protocoperação. Eram horários invertidos e realidades invertidas, e isso evidencia o porquê de tudo ter dado tão errado quando chegamos perto de estar iguais- nunca seríamos. Mas não acho que foi ruim. Doeu muito e eu quis morer? Doeu muito e eu quis morrer. Mas é só quando dói que a gente percebe o que tem de errado, e isso me ajudou- e está ajudando- a me consertar. Foi muito importante pra mim, e está no topo da minha lista de agradecimentos por esse ano. Eu nunca vou esquecer a causa ou a consequência de tudo isso pelo que passei.
Hoje parece um passado remoto, mas se eu visse o álbum de fotos do meu cérebro do começo do ano até alguns poucos meses atrás eu veria que ele aparece em todas elas. Já quis apagá-lo de mim um montão de vezes, mas se fizer isso vai ter um grande branco na história da minha vidinha. Por essas e por outras eu prefiro deixá-lo alí, tocando violão e me chamando de kenga verde,sentado do lado da janela onde não venta mais ou balançando na minha rede.
Por isso eu vou me desvencilhando, pouco a pouco, do que eu queria ter dito pra ele. Vai ter sempre um pedacinho de coisa que não foi dita, que ficou no ar ou que eu queria saber. Mas é esse mistério que eu tanto gosto, e muita gente- acho que ele também- encara como desinteresse. Agora pouco me importa. Já escrevi o que tinha que tirar de mim.
É um amigo que desenhou comigo e me ajudou a mudar , e me ensinou muita coisa, desde o processo de fagocitação até que coisas que eu ainda não conhecia da vida. Sentiria que lhe devo alguma coisa se a mágoa não tivesse deixado tão amarelada a imagem que tenho dele. Hoje vou dizer que não me arrependo de nada, mas ontem pensei diferente e amanhã posso mudar de opinião. Mas como hoje é domingo, e ele é fácil como uma manhã de domingo, prefiro deixar assim mesmo.
Esse é um amigo do outro lado do mundo que mora a alguns quilômetros da minha casa. É um amigo de bem longe que se dividiu em dois, e a parte que eu mais gostava ficou lá; era a parte que gostava de mim. Essa parte eu nunca vi e acho que nunca vou ver. Eu sei que o tempo já foi e não quero que volte. A única coisa que me magoa é que, se o tempo estivesse a nosso favor, teria sido uma história diferente- e com um pouco menos de atrito no final.
Esse amigo é desconhecido pra mim, por mais que a gente tenha se visto. Alguém algum dia disse que "timing is everything". Não posso concordar mais.
O que me fez lembrar dele foi, além de um SMS enigmático às 23:30 de sexta, um vídeo que um dia nós assistimos. Eu entendi mais do que aconteceu agora, e por mais que tenha achado (e acho) um pouco ridículo, me lembra de tudo pelo que a gente passou e me mostra o caminho que eu segui e ao qual , hoje, estou tentando me ajustar. Eu espero que ele tenha seguido um caminho bom também.
Acho que seria de bom tom pedir desculpas por muitas coisas ruins que eu sei que fiz, mas o pior é que não me arrependo. Pedir por pedir seria arrependimento fingido, e isso não dá com um amigo que detecta microexpressões faciais e distorções na voz.
Foram meses que eu dediquei a uma só coisa, e acho que ele também fez o mesmo. Eu precisava disso e ele também, talvez tenha sido um tipo de protocoperação. Eram horários invertidos e realidades invertidas, e isso evidencia o porquê de tudo ter dado tão errado quando chegamos perto de estar iguais- nunca seríamos. Mas não acho que foi ruim. Doeu muito e eu quis morer? Doeu muito e eu quis morrer. Mas é só quando dói que a gente percebe o que tem de errado, e isso me ajudou- e está ajudando- a me consertar. Foi muito importante pra mim, e está no topo da minha lista de agradecimentos por esse ano. Eu nunca vou esquecer a causa ou a consequência de tudo isso pelo que passei.
Hoje parece um passado remoto, mas se eu visse o álbum de fotos do meu cérebro do começo do ano até alguns poucos meses atrás eu veria que ele aparece em todas elas. Já quis apagá-lo de mim um montão de vezes, mas se fizer isso vai ter um grande branco na história da minha vidinha. Por essas e por outras eu prefiro deixá-lo alí, tocando violão e me chamando de kenga verde,sentado do lado da janela onde não venta mais ou balançando na minha rede.
Por isso eu vou me desvencilhando, pouco a pouco, do que eu queria ter dito pra ele. Vai ter sempre um pedacinho de coisa que não foi dita, que ficou no ar ou que eu queria saber. Mas é esse mistério que eu tanto gosto, e muita gente- acho que ele também- encara como desinteresse. Agora pouco me importa. Já escrevi o que tinha que tirar de mim.



