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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

sábado, 31 de agosto de 2013

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Pra paisagismo e pra vida (sim,as cores parecem nome de esmalte)

domingo, 21 de abril de 2013

O que fica




es.pó.lio masculino (do latim, spolium)
1. bens deixados por alguém que faleceu;
2. conjunto de despojos de guerra;
3. coisas que se dá de presente e depois lhe são devolvidas numa caixa de papelão , algo com que se deve arcar quando não se tem tato e/ou habilidades sociais.







terça-feira, 18 de dezembro de 2012

"Essa não, filha...

...Cê tá com cara de louca"- Mãe, minha.

Obs: A primeira foto foi arrancada 5 min antes da primeira fase da Unicamp 2013, porque sim, sou idiota a ponto de tirar 6 fotos 3x4 e simplesmente esquecer o porquê de ter ido tirá-las.

sábado, 11 de agosto de 2012

Boi ao sugo


Teve um dia em que, não sei por qual razão, meu pai me ensinou a estratégia das piranhas. Estávamos almoçando em um restaurante, italiano, talvez.  Era nhoque. Lembro de observar atentamente as bolinhas de batata em seu prato durante o discurso. Eram bois. Bois malhados, cobertos em molho de tomate, e precisavam cruzar um rio vermelho.



 Mas aquelas águas eram infestadas de piranhas e, para que o rebanho passasse, era preciso que um deles fosse sacrificado. Escolhiam,então, o boi mais fraco, mais velho ou mais doente e colocavam-no na água primeiro. Enquanto as piranhas o devoravam, o bando passava ileso.
E as bolinhas de nhoque cruzavam o prato de meu pai. Todas, menos aquela, a mais amassada, meio deformada. Aquela ficava com as piranhas.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Série " Giriminos"

    Quando descobri os girinos, passei tardes pegando-os no açude com uma peneira. Eu gostava de ver aquela massa escura e brilhante pulsando. Queria um cachorro, mas não tinha. Então, levava os "giriminos" pra casa.
    Na cozinha da casa da Fazenda, minha mãe colocava-os em potes vazios de azeitona, geleia ou palmito. Em meus seis ou cinco anos, aquele nadar frenético de uns bichinhos pretos era quase que hipnotizante. Melhor ainda que a televisão.
     Mas teve um dia em que eu estava jantando miojo e um desses potes, o mais cheio, caiu. E lembro de que a massa pulsante, ainda mais brilhante misturada aos cacos de vidro, não me agradou nem um pouco. Eu só não soube o que fazer. Minha mãe teve que varrer o chão da cozinha e recolher a sujeira com uma pá.
    Sem que ninguém me dissesse palavra, de repente me senti muito mal. Eu trouxera os giriminos pra casa. Eu derrubara o pote. Eu transformara os giriminos em sujeira.Acho que foi nesse dia que eu senti uma das coisas que acompanham as pessoas até o fim da vida: a culpa.  

     Foi  por culpa minha que os giriminos caíram no chão.




segunda-feira, 11 de junho de 2012

‎Segunda-feira, ‎5‎ de ‎setembro‎ de ‎2011, ‏‎21:50:53

"Lembro de você todos os dias. Uma música, um olhar, uma sombra.
Não gosto de lembrar de você todos os dias. Isso porque sei que não há nada que possa ser feito. Sinto saudades, muitas saudades. Você não pode imaginar o quanto.
Em minha cabeça você é assim: um recorte de todos os dias bons, de todas as risadas, de todas as vezes que te vi dormindo e pensei nas três palavras que tantas vezes te disse. Até mesmo os piores momentos parecem bons agora. O amor fez tudo ficar sépia.

Sim, acho que ainda te amo. Mas só de pensar nisso tudo me escapa. Sinto o frio que ficou em mim desde tudo. Aí começo a ouvir os gritos. Relembrar a frustração. Sentir  as lágrimas. A dor de dentro e a dor de fora. E então quero me deitar do seu lado e te sentir me envolvendo, e me isolando de tudo isso, de tudo o que não quero sentir nunca mais. Por mais paradoxal que  possa parecer.
Parece que acabei gostando disso, te deixei me machucar tantas vezes porque gostava de me sentir protegida depois. Acho que as pessoas podem aprender a gostar até das piores coisas.

Gostaria de te ter de novo, sem pensar nas conseqüências. Sem lembrar de tudo o que aconteceu ou pode acontecer. Queria poder estar com você de novo. Encostar de leve  em você. Queria poder te admirar.Te amar de um jeito saudável. Te amar porque acordei e pensei “Eu o amo”, e não porque no dia anterior disse que te amava.  Será que algum dia alguém vai entender isso? Será que alguém no mundo sente isso? Pedi tantas vezes, com todas as minhas forças, que esse alguém fosse você. Mas confesso que nunca tive certeza disso.

O que mais dói é saber que nunca vamos ter isso de volta. Hoje, se nos dispuséssemos a fazer tudo de novo, se tentássemos nos resgatar, mesmo se fizéssemos o maior esforço de nossas vidas, esse esforço de nada adiantaria. Somos como sobreviventes de um naufrágio, nos agarrando em qualquer escombro que haja por perto.  Sentir o amor indo embora é como se afogar. Você vê as coisas acontecendo à sua volta como se estivessem em um filme. Inutilmente tenta se salvar, se apóia nos destroços, e mesmo assim afunda. Procura freneticamente em todas as partes um pouco de ar para respirar. E afunda. Os sons ficam cada vez mais distantes, você não sabe distinguir a realidade daquilo que sua imaginação inventou. Afunda. E tudo fica cada vez mais escuro, mais frio. Você daria tudo pra poder voltar à tona, mas agora já nem sabe mais. Agora você já afundou. Já não existe mais barco, mais ar, você, nada. Tudo o que você tem é o escuro, e fica realmente difícil saber se não é ele que tem você."

segunda-feira, 21 de maio de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Prefiro não intitular.







Vou fazer isso de uma forma simples. O trabalho, a reflexão, o resultado, deixo-os para a sua mente. As coisas mais impactantes, na vida, são assim: simples. Uma ou duas frases. Uma escolha. Um olhar. E o impacto quem cria é você.


Foi assim: no supermercado, ele me olhou. Era um homem bonito. Cabelo claro, barba por fazer. E nos olhos, tristeza. Uma tristeza irrequieta, em revolta. Uma tristeza profunda que só eu poderia compreender. Foi tudo muito rápido. Ele olhou nos meus olhos e pensou que eu pudesse compreendê-lo. Ele olhou nos meus olhos e esqueceu a sua própria tristeza: ao olhar pra mim, ele só podia ver a minha. Eu também só pude ver a dele, e foi por isso que, quase sem pensar, virei o rosto e continuei andando.


Não sei muito bem o que poderia ter feito.


Poderia ter visto só a tristeza, ela me bastaria.


Mas eu tinha que ver a cadeira.


Tudo, tudo em segundos. Eu vi a cadeira em vez de seus olhos, então continuei andando. Mas ele não pôde.









Coração de galinha


Pra aumentar a imagem, clique com o botão direito e escolha "abrir em nova guia". Facilita a sua, a minha, a nossa vida.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Eating Christmas away


Feliz  indigestão  Natal a todos!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mamãe foi comprar dinheiro

É, cortei uma parte porque não é elegante se expor na internet. 



E postar fotos embaraçosas envolvendo vassouras, colegas de quarta série e José Cuervo no Facebook não conta.




Vou fingir que alguém se importa e explicar o título dessa postagem: eu devia ter uns 4 ou 5 anos, meu pai me perguntou onde minha mãe estava e essa foi a minha resposta. "Ela saiu pra comprar dinheiro".

(Essa é a hora em que você finge que se importa. Sou sensível.)

Ps: Vale a pena dar um zoom na imagem, juro pra você.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tigretempo

Vou começar a postar trechos de algumas coisas que escrevo/desenho pra mim mesma de vez em quando. Vou chamá-los de "registros".
 Alguns são meio pessoais, mas como não o ser?
Voilà,



Cadernim


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Balanço semanal 02

Contratos assinados: 1
Contratos cumpridos:1
Dias sem redes sociais: 4,5
Ligações inesperadas: 2
Tardes de sono:3
Filmes franceses: 1
Cabaninhas de cobertor no quarto: 1
Baratas pisadas por pés descalços: 1
Baldes de pipoca: 3
Provas feitas: 5
Tardes de estudo: 0
Madrugadas de estudos superficiais e rápidos: 2
Revelações de segredos guardados desde 2008:1
Orgulho por saber manter promessas e contratos: ∞